Adaptação de Recursos Ópticos e Não-Ópticos

Caracteriza-se como baixa visão, a diminuição irreversível da visão apesar de tratamentos pertinentes ao problema visual. No entanto, há visão que, ao ser funcionalmente estimulada, permite o planejamento e a realização de tarefas. Visto que os portadores desta possuem um grau de enfraquecimento visual maior, eles precisarão de recursos adaptados que ampliem as imagens, facilitando, assim, o uso da visão residual para realização das atividades cotidianas. A adaptação correta desses recursos é parte efetiva na melhora da qualidade de vida de pacientes com baixa visão.

Estes recursos têm como objetivo maximizar a eficiência visual e a sua adaptação envolve um treinamento para desenvolvimento de habilidades da utilização destes nas atividades diárias.

A exemplo, podemos citar:
– Óculos especiais com lentes de grande aumento (que devem ser prescritos por um Oftalmologista)
– Lupas manuais ou de apoio
– Prismas

São recursos que modificam os materiais e melhoram as condições do ambiente com a finalidade de aumentar a resolução visual. Podem ser utilizados em conjunto com o recurso óptico ou não, com o objetivo de melhorar a função visual.

A exemplo, podemos citar:
– Lupa eletrônica – constitui-se basicamente de uma microcâmera aliada a um circuito eletrônico que amplia textos e imagens reproduzindo-os em qualquer televisão convencional.
– Programa de ampliação de caracteres e controle de voz presente em aparelhos eletrônicos.

O Estrabismo, além do quesito estético relacionado ao desvio ocular, também interfere, diretamente, no bom funcionamento da visão. Com o desalinhamento dos olhos, o olho que apresentar melhor função visual ou o que não está acometido pelo estrabismo, torna-se o dominante e as funções visuais deste continuam a ser estimuladas. Já o olho afetado, visto que não foca corretamente e tem uma função visual reduzida, sem os devidos estímulos tende a perder suas conexões com o cérebro.

A não-estimulação do olho estrábico pode ocasionar problemas permanentes em seu poder de visão caso não tenha uma intervenção em tempo hábil – como a ambliopia conhecida também como “olho preguiçoso”, que caracteriza uma redução da visão mesmo após correção visual com óculos e ocorre quando o cérebro passa a ignorar a imagem recebida pelo olho afetado.

O Tampão, quando colocado no olho não-afetado, tende a estimular o olho amblíope a enxergar fortalecendo os músculos da visão, e assim, obtendo melhor resposta visual e maior conexão entre o cérebro e aquele olho.

Apesar de parecer simples, a adaptação da criança ao uso do tampão pode ser bem difícil para alguns pais. Um Fisioterapeuta Visual tem papel importante na estimulação da criança ao uso do tampão ocular sem tornar essa uma experiência traumática para a criança e para os pais além de tornar o tratamento mais rápido e eficaz, promovendo, assim, um bom funcionamento visual binocular da criança.

Importante destacar que o acompanhamento com um Oftalmologista Pediátrico é indispensável e deverá haver sempre, uma boa comunicação entre este e o Fisioterapeuta Visual para que possam iniciar, continuar e/ou aprimorar meios mais eficazes para o tratamento do seu filho.

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