Seletividade Alimentar

A seletividade alimentar é um problema que está cada vez chegando mais ao consultório de Terapia Ocupacional (Integração Sensorial), muitas vezes, por indicação da gastroentereologista, da nutricionista ou da fonoaudióloga, pois são as primeiras profissionais a serem procuradas nesse caso. É um assunto complexo, pois envolve a saúde da criança ou adolescente e gera um sentimento de culpa e impotência, principalmente nas mães.

Consideramos que a criança ou adolescente tem seletividade alimentar quando restringe um grupo ou vários grupos de alimentos, comprometendo o seu estado nutricional, a dinâmica familiar ou até mesmo sua vida social.

Pode ser considerada um transtorno, e pode ser de base sensorial, ou seja, a criança tem dificuldade em processar sensações do seu corpo e do meio, levando a recusar os alimentos pela textura, consistência , sabor, cheiro e temperatura.

A Terapeuta Ocupacional com formação em Integração Sensorial, irá fazer uma avaliação com intuito de saber qual ou quais sistemas encontram-se alterados, para em seguida realizar a intervenção adequada. Lembrando que é um processo lento, que exige paciência e perseverança por parte do profissional e da família. A família é essencial nesse momento, pois será parceira, seguindo as orientações e dando continuidade ao trabalho feito no consultório.

Quanto mais cedo for iniciado a intervenção de Integração Sensorial, mais fácil reverter o quadro e prevenir outros problemas, como de mastigação, deglutição, e até psicológicos. Muitas vezes, começa por uma dificuldade de processamento sensorial, que não é dada a devida importância, ou a família intervém de forma inadequada, gerando problemas emocionais.

O trabalho da equipe interdisciplinar é muito importante nos casos de seletividade alimentar.

Aqui vão algumas dicas:

– Nunca forçar a criança a comer, temos que fazer uma aproximação com a comida de forma prazerosa.
– Levá-la ao supermercado para ajudar a escolher as frutas, legumes e outros alimentos.
– Ajudar a preparar seu lanche.
– Brincar de fazer comidinhas diferentes (com alimentos).
– Comer junto com a família (assim a criança vai ver o alimento, sentir o cheiro…)
– Brincar de dar comidinha ao boneco, dinossauro, etc.
– Evitar eletrônicos no momento das refeições.
– Brincar com amoeba, massinha, espuma, areia, tinta e outros.

OBS: toda mudança tem que ser realizada aos poucos e de forma lúdica, sempre respeitando as dificuldades sensoriais da criança.

– Procure ajuda de um Terapeuta Ocupacional com certificação em Integração Sensorial e outros profissionais necessários de acordo com a demanda da criança.

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